Dublin: Cerveja, Música e Muita História

Dublin foi o ponto de chegada e partida do meu mochilão e eu não poderia ter escolhido um lugar melhor.

Dublin é uma cidade muito interessante… é a capital e maior cidade da Irlanda. Lá os carros dirigem no lado oposto da rua como na Inglaterra e o sotaque pode ser um pouco complicado de se entender, mas a cidade tem muita história, além de um espírito simpático, brincalhão e festeiro que conquistam qualquer um. Deve ser por isso que tantos brasileiros têm escolhido a cidade para viajar e estudar.

Cheguei em Dublin no dia 4 de junho pela Aer Lingus na classe executiva. O vôo e o serviço foram ótimos e adorei a sala executiva deles no aeroporto de Boston…um luxo! Super confortável. O tempo em Dublin estava bem agradável. Peguei o ônibus da Airlink do aeroporto à cidade por 6 (eles também vendem passagens de ida e volta por €10). No caminho fiquei só admirando a paisagem, os carros diferentes e todos dirigindo na direção contrária! Eu estava super empolgada, mas ao mesmo tempo nervosa por ser a minha primeira viagem sozinha.

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Hospedagem

Albergue: Fiquei no albergue Isaacs, muito bem localizado na região central de Dublin. Fiquei em um quarto com 14 camas, mas ele era bem amplo e arejado então não parecia ter muita gente. O lugar era varrido e limpo todos os dias. Tem wifi de graça, cozinha comunitária, café da manhã incluso, ótima localização e uma equipe simpática e prestativa. Como o albergue tem uma cozinha enorme, você pode comprar sua própria comida e guardar ou cozinhar no albergue, o que pra mochileiros é tudo de bom! O Isaacs também tem mesa de bilhar, livros e outros jogos. Com um preço bem acessível, achei um ambiente agradável e bem propício para conhecer outras pessoas. Super recomendo.

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No albergue tinha gente de todo lugar, mas a grande maioria eram americanos e alemães. Como já imaginava, as conversas sempre começavam com “De onde você é? Por quanto tempo fica aqui? ou Qual seu próximo destino?”. rs Não tem como escapar, era assim em todos os albergues.

Cheguei bem cedo, mas o check-in só começava às 14h, então fui para o sótão do albergue, onde me acomodei em um sofá e tentei dormir por 7 horas até poder ir para um quarto! Eu fiquei acabada por isso e pela diferença de horário.

Couchsurfing.com: Quando voltei à Dublin no final da viagem, optei por encontrar uma hospedagem no couchsurfing.com. Neste site, as pessoas disponibilizam seus sofás (couch em inglês) gratuitamente para viajantes. A idéia é rolar uma troca, assim quem hospeda alguém hoje, poderá ficar hospedado com alguém em outro lugar :). Outro ponto legal é que como você está conhecendo uma pessoa nativa, acaba podendo conhecer lugares que os turistas nem sempre conhecem. O site funciona também à base de recomendações, então você pode saber mais sobre a pessoa com quem ficará hospedado, ou quem irá hospedar. O que posso dizer é que essa foi minha primeira experiência no couchsurfing.com e deu tão certo que acabei fazendo amizade com o meu host. Até hoje nos comunicamos quase que diariamente.

O que não deixar de fazer

Tour gratuito: Muitas cidades européias (se não todas), têm tours gratuitos promovidos nos albergues por diversas empresas. Entre as mais conhecidas e talvez melhor, está a Sandeman free walking tour. Esses tours são muito legais. Acho que fui com eles em quase todas as cidades que visitei. Os passeios são gratuitos, à base de gorjeta, e você conhece a história do lugar, e ainda acaba conhecendo outras pessoas que também estão viajando sozinhos ou acompanhados. O meu guia em Dublin era Irlandês, bem engraçado, mas com um sotaque BEM forte. Eu precisei de uma concentração profunda pra poder entender o que ele dizia. Ás vezes ele brincava, contava piada, mas ninguém ria porque não tinha entendido, e ele dizia “isso foi uma piada, pode rir”. Os Irlandeses são uma atração à parte. Nossa primeira parada de descanso já foi em um pub, e olha que era só meio-dia!

Explorar a cidade de bicicleta: No meu terceiro e último dia em Dublin, decidi alugar uma bicicleta. A prefeitura em conjunto com o banco local, oferece o aluguel de bicicletas a €2 por 30 min. Caso mantenha a bike após 30 minutos, você passa a ser cobrado um determinado valor por hora. Para aqueles viajando com dinheiro contado que nem eu, o ideal é fazer o percurso de 30 minutos até uma região com várias atrações. Existem vários pontos de aluguel e retorno de bicicletas pela cidade. Achei uma experiência completamente válida pois além de dar um descanso pros seus joelhos e pernas, você acaba vendo as atrações e conhecendo mais a fundo os bairros e ruelas da cidade.

Mas ATENÇÃO! Como vocês sabem, o trânsito em Dublin vai na direção contrária ao que estamos acostumados no Brasil. É preciso ter muito cuidado e atenção. Foi sem dúvida uma aventura pra mim. Ás vezes eu descia e ía pela calçada quando não estava confortável em guiar junto aos carros e ônibus. Me impressionava como os irlandeses íam seguindo e metendo as caras, sem muita preocupação. Com a bike em mãos, segui para um passeio contraditório, mas bem ao estilo Irlandês – rezar e beber.

Na minha primeira parada retornei ao Christ Church, que tinha visitado com o tour, pois eu queria ter mais tempo pra ver a catedral sozinha e tirar fotos. De lá fui seguindo por umas ruazinhas muitos charmosas e vi até um pouco de arte urbana (que eu adoro). Cheguei na St Patrick’s cathedral, a maior catedral da Irlanda e uma construção também muito antiga, no estilo medieval (de 1191). Muito bonita, vale a pena conhecer também. De lá segui então para a Guinness Storehouse (ei, eu avisei que tinha sido um passeio contraditório rs).

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Se além de museus, paisagens e monumentos você quiser também conhecer a vida noturna de Dublin, uma opção é fazer o famoso Pub Crawl. Também promovido nos albergues, o Pub Crawl é outro passeio oferecido em praticamente todas as grandes cidades européias. Nesse “passeio noturno”, você vai de bar em bar com uma galera e com os guias. O preço varia de cidade pra cidade, mas custa em média uns €15 e você ganha shots e drinques em cada bar. É também uma ótima forma de conhecer pessoas. A gente foi pra vários pubs e baladas. Os que mais gostei foram um pub com músicas tradicionais irlandesas e uma balada silenciosa. No pub, uma dupla (cantor e flautista) tocava músicas típicas e ensinava o bar (acho que todos turistas) as letras das músicas. O bar inteiro cantava junto e alguns até se atreveram a tentar uns passos de dança irlandesa. Na balada silenciosa, o primeiro andar era normal, mas no segundo o lugar não tinha música ambiente. Ao entrar, você pega um fone de ouvido que tem duas estações. É a coisa mais engraçada que já vi. Quando você tira o fone, é engraçado ver as pessoas dançando “sem” música.

O que não deixar de ver

Dublin é relativamente pequena comparada à outras grandes capitais. Em 2 horas e meia com o tour gratuito, nós passamos por várias atrações históricas, muitas delas concentradas no lado sul do rio, o lado mais antigo e rico da cidade. Algumas das principais atrações são:

Ha’Penny Bridge: A ponte que atravessa o rio Liffey ganhou esse nome devido ao pedágio cobrado no valor de 1 penny. Hoje em dia, a ponte é adornada por vários “cadeados do amor” que simbolizam a união de casais apaixonados.

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Temple Bar: O centro cultural de Dublin. A região manteve sua aparência medieval, com ruas estreitas e feitas de paralelepípedos. É aqui que os pubs e teatros da cidade estão concentrados.

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Christ Church Cathedral: Primeira catedral, construída por volta de 1028. Uma construção belíssima (a mais antiga que já vi). Dentre as muitas histórias dessa catedral, a que achei mais interessante foi a do gato e do rato presos e mumificados, após terem entrado nas tubulações do órgão da catedral durante uma missa.

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Trinity College: Universidade fundada em 1592. Aqui se encontra o Book of Kells, um manuscrito gospel em latim, escrito por monges em 800 dc.

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St Stephen’s Park: Muito bonito e arborizado, tive a sorte de pegar dias de sol e clima bom em Dublin. No horário do almoço, o parque fica cheio de gente.

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St Patrick’s Cathedral: Fundada em 1191, a catedral é a maior igreja de Dublin e da Irlanda.

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Guinness Storehouse: O passeio da Guinness custa uns €16 e te mostra todo o processo de fabricação da cerveja, os ingredientes e a evolução da marca. No quinto andar você tem a chance de aprender as técnicas para servir uma Guinness perfeita. É interessante. Um processo que eu não sabia que existia só pra garantir o sabor perfeito que a cerveja deve ter. No último andar, você pode beber a cerveja que aprendeu a servir ou pode tomar uma servida pelo garçom com uma vista panorâmica de Dublin.

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O monumento Spire of Dublin parece uma agulha enorme e está localizado bem no centro da cidade. Ouvi dizer que os Dubliners brincam bastante com esse monumento por causa do seu visual fálico e é conhecido também como stiffey by the Liffey, uma apologia à esse visual sugestivo rs.

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Há também alguns museus (gratuitos e pagos) sobre a história dos bárbaros e possuem muitos dos artefatos daquela época.
Dicas:
Eu sempre adorei a dança irlandesa, acho muito divertida, então não queria nem podia ir embora sem ver. Na minha última noite em Dublin e na Europa, fui ao show de dança no Hotel Arlington. Valeu muito a pena! O show é ótimo!
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A Irlanda é um país com muitas lendas folclóricas como o Brasil. No National Leprechaun Museum em Dublin, você pode conhecer um pouco mais sobre a cultura do país e também pode se passar por essa criaturinha por um dia. Quem sabe você encontra um pote de ouro no final do percurso?IMG_2234
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